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Publicado na época em que o jailbreak de firmwares abaixo da 1.1.4 era comum, a primeira versão de Aurora Feint era um dos games disponíveis no Installer que me fez pensar “putz, vou perder horas nesse jogo”. Ele faz parte de um nicho de jogos que, como já disse no review do Fuzzle, vem crescendo muito na AppStore, tanto pelo seu alto valor de replay como pelo seu poder viciativo: os match-3. Genericamente falando, são aqueles jogos em que é necessário alinhar pedras da mesma cor para eliminá-las da tela. Mas Aurora Feint é bem mais que isso.

Esse post é meio que um review da franquia Aurora Feint. Farei uma breve descrição do Aurora Feint gratuito, do Aurora Feint II: Tower Puzzles e do Aurora Feint II: The Arena, mas a resenha mesmo em si é do Aurora Feint II: The Beginning. Entretanto, como são todos basicamente farinha do mesmo saco, resolvi agrupá-los em um só. Mais pra frente, se for pertinente, faremos um review mais detalhado dos outros.

Criado por Danielle Cassley e Jason Citron, Aurora Feint: The Beginning já foi até banido da AppStore por tratar dados pessoais de uma forma que não deveria: em aberto. Ele enviava e requisitava dados pela rede sem criptografá-los. Assim que o problema foi corrigido, o jogo retornou à loja online da Apple sem mais problemas. E depois de várias correções de bugs, melhorias gráficas (ou nem tanto – explicado no final do texto) e adição de novas funções, foi lançada a versão paga do jogo. Aurora Feint II: The Beginning.

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O jogo tem alguma história envolvendo magia e sabe-se lá mais o quê, e que é explicada no vídeo que toca na primeira vez que o aplicativo é aberto. Esse vídeo, aliás, deve ser culpado por 90% dos seus pesados 38.6MB de tamanho. Ele fala de uma garota supostamente chamada Aurora que, para viver no mundo real, precisa continuar no mundo da fantasia ou algo do tipo. Nunca prestei atenção. É completamente irrelevante à jogatina.

O gameplay, porém, não é muito difícil de entender. A maior parte dele acontece na Mine (ou mina), onde várias pedras sobem de baixo pra cima (ou de cima pra baixo, ou de lado, caso você vire seu iPhone ou iPod Touch) numa determinada velocidade. Para fazê-las sumir, como esperado, é preciso alinhar 3 ou mais iguais de cada elemento. São eles: Fogo (bloco vermelho), Terra (bloco verde), Água (bloco azul), Vento (bloco branco) e Sombra (bloco roxo). Ao uní-las na vertical ou horizontal, as pedras são destruídas e entram na sua ‘conta’ na quantidade de acordo com o multiplicador do elemento. Todos os elementos começam com o multiplicador 1 e vão subindo 0.2 pontos a cada magicbook que você destravar. Explico mais adiante do que se trata, mas basicamente se você destruir 3 pedras com multiplicador 1, eles te rendem 3 pontos elementais (3 X 1). Se você destruir 3 pedras com multiplicador 1.2, eles rendem 4 pontos (3 X 1.2 = 3.6) e assim por diante.

Ao destruir as pedras, além de ganhar pontos elementais, você também ganha cristais que serão usados na Store (ou loja) para comprar upgrades de ferramentas e magicbooks) e uma espécie de barra de energia também enche. Você só pode destravar ou fazer upgrade de uma ferramenta ou magicbook quando sua barra encher até o final. Quando isso acontece, seu nível de experiência sobe e a partir daí é possível aumentar a velocidade com que as pedras aparecem na tela, dentre outras coisas.

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A graça do jogo, pra mim, é conseguir agrupar combos para aproveitar ao máximo todas as pedras disponíveis. Você consegue combos ao fazer o que eles chamam de ‘Chaining’ ou encadeamento. Basta alinhar blocos iguais acima e embaixo de um trio de pedras que está pra explodir. Como na screenshot abaixo.

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Quando o trio de pedras de terra desaparecer, a pedra de fogo acima dele vai criar um combo de 2X ao cair em cima das outras duas pedras de fogo. E quanto maior o combo, maior a quantidade de pontos elementais conseguidos. Por exemplo: se você alinhou 3 pedras com multiplicador 1, mas fez um combo duplo, vai ganhar 6 pontos no elemento (3 X 1 X 2). Se foram 5 pedras com multiplicador 1.2 e um combo quintúplo, vai ganhar 30 pontos elementais (5 X 1.2 X 5).

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As ferramentas são usadas para ajudar na mineração dos elementos. Cada uma tem uma habilidade diferente e precisa ser alinhada com no mínimo outras 2 pedras elementais iguais para ser ativado. São elas: Dreameater (cria uma linha anti-gravidade na horizontal e/ou na vertical, dependendo de como ela foi ativada), Alchemist (elimina todas as pedras daquele elemento com o qual foi ativada), Time Stopper (efeito bullet time do filme matrix por 10 segundos ou mais – não existe melhor explicação pra essa), Strategist (dá um multiplicador de 1.2 ou mais para todas as pedras do elemento com o qual foi ativada), Illusionist (deixa mover pedras liveremente por toda a tela) e Sorcerer (permite que você elimine todas as pedras, tocando nelas). Todas elas funcionam por, no mínimo, 10 segundos. Quanto maior o nível, mais tempo levarão para acabar.

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Para conseguir uma ferramenta, é preciso primeiro destravar seu blueprint. Depois disso, basta comprá-la na Store (ou loja) e ir no Smith (ou ferroaria), para coletar a quantidade necessária de blocos para poder usá-la. Por exemplo: um Sorcerer de nível 3 exige que você colete 75 pedras elementais de cada um dos 5 elementos. Já a Strategist nível 2 exige 100 pedras de água, 100 de fogo e 10 de vento. Feito isso, a ferramenta é habilitada ou atualizada para um nível maior e poderá aparecer na mineração a qualquer instante.

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Já os magicbooks são os que controlam os multiplicadores de cada elemento. Ao destravar um magicbook, você precisará comprá-lo na loja da cidade por 100 cristais ou mais e depois ir na Tower para tentar quebrar a fechadura. Cada magicbook contém um quebra-cabeça que precisa ser resolvido em um determinado número de movimentos. Se você conseguir eliminar todas as bolas elementares exatamente com o número de movimentos pedidos ou menor, consegue abrir o magicbook sem problemas. Caso contrário, poderá tentar de novo. Basta pagar com pedras elementares. Foi, aliás, nessa parte única que Aurora Feint II: Tower Puzzles foi baseado. São mais de 30 quebra-cabeças diferentes desse tipo em um jogo só por apenas US$0,99, até 1º de Janeiro, quando o preço sofre um acréscimo de 1 dólar.

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Entre outras características do jogo, existe uma sala de chat assíncrono chamada de Tavern (ou taverna), que está pode ser acessada de qualquer lugar do jogo. É só tocar na barra preta inferior que, se houver conexão com a internet, o chat vai aparecer. Os sons e gráficos são indiscutivelmente perfeitos. A música de fundo é um pouco enjoativa, mas é suportável. Há também a habilidade de salvar o progresso do seu personagem pela internet. Eles usam o identificador único de dispositivo Apple (o mesmo que faz com que sua conta no twitter seja assimilada ao twinkle) para garantir isso em todos os jogos da franquia. Por isso talvez seja difícil importar seu personagem de um jogo para outro – os próprios desenvolvedores aconselham a desinstalar uma versão antes de jogar outra.

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Falando na franquia, o Aurora Feint II: The Arena é um dos poucos jogos com multiplayer assíncrono que há na AppStore no momento (conhece mais algum? mande nos comentários!) e, apesar de custar caros US$7,99, parece que conseguiu juntar uma legião de fãs. O jogo promete ter tudo que a franquia Aurora Feint têm só que em apenas um aplicativo, com a adição do aspecto de rede social (poder adicionar usuários como amigos e ver quando estão online) presente apenas neste e no Aurora Feint II: The Beginning.

A prova do sucesso da série Aurora Feint são os mais de 2 mil reviews da versão gratuita (dando à ela uma média de 3 estrelas e meia) e os 75 reviews do aplicativo mais caro do conjunto, que exibe uma média de 4 estrelas por rating, e que é consideravelmente alto em relação ao resto dos jogos do tipo.

Como podem ver, Aurora Feint II: The Beginning é muito mais do que um simples quebra-cabeças match-3. Há todo um contexto de RPG envolvendo o jogo, o que o torna ainda mais viciante. Ele vai estar disponível pelo preço promocional de US$0,99 até dia 1º de Janeiro. Depois disso, sobe para US$2,99. Eu comprei, mas confesso que fiquei meio receoso por que os desenvolvedores ‘downgradearam’ (graficamente falando) deliberadamente o Aurora Feint 1 antes de começarem a vender o Aurora Feint 2. Eu joguei quando lançou, deu pra perceber facilmente a diferença. As cores ficaram menos vívidas e adicionaram uma penca de propaganda. Achei um pouco sacana, mas… o a franquia ainda é deles então façam o que bem entenderem. Só espero que não façam isso com a versão paga do aplicativo. Que, como o título diz, vale bem mais do que está sendo vendido.

[+] Chat assíncrono
[+] Gráficos sensacionais
[+] Barato (até 1º de Janeiro)

[+] Telas com dicas (em inglês)
[-] Sons e música sem volume ajustável

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